quarta-feira, 9 de maio de 2012



Senhor Santo Cristo dos Milagres
Realiza-se todos os anos, no quinto domingo depois da Páscoa, a festa religiosa mais vinculativa dos Açores: Senhor Santo Cristo dos Milagres. Este culto teve início no final do século XVII, pela divulgação dos muitos milagres obtidos por intercessão do Senhor Santo Cristo. A Imagem , venerada no convento de Nossa Senhora da Esperança, é renascentista em forma de relicário/sacrário. Esta festa congrega em torno de si, a alma Açoriana, reunindo os habitantes das diversas ilhas, bem como os que se encontram no estrangeiro. A estes juntam-se quantos a sua fé chama, ou a mera curiosidade. Deve-se à Irmã Teresa da Anunciada o actual culto ao Senhor Santo Cristo dos Milagres, bem como a institucionalização anual da procissão e a rica decoração do andor.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Bob Sinclar - Love Generation

Dia dos Namorados ___________ POII F

No dia dos namorados, celebramos o Amor! O Amor é um sentimento. Uma força que nos liga aos outros e a todas as coisas. Amamos o amor, nos outros e em nós, nas coisas que nos rodeiam, no firmamento, nas estrelas e no mar, no ar que respiramos, num laço de amor.Vibrando no coração. Namasté!

Would you be my Valentine?

A 14 de Fevereiro regista-se no ar a impressão do Amor! Chovem corações, bombons e flores. Chove o Amor…in the air. Também conhecido como dia de S. Valentim, ganhou este destaque pela irreverência do Bispo, que em meados do século III dc, diz-se, terá relegado a ordem do imperador romano, Claudius II, em nome do AMOR!! Desde então, chovem corações, bombons, flores e mensagens de Amor…. “Love is in the air”. E a nossa escola não podia deixar de seguir o preceituado.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

planeta fogo versao trailer extendido .avi

No próximo dia 24 de Fevereiro, pelas 20H00, no teatro Micaelense, o jovem escritor Micaelense, natural de Rabo de Peixe, e aluno do 9º ano, da Escola Rui Galvão de Carvalho, procede ao lançamento da sua 2ª obra, intitulada Planeta Fogo. Rúben Miguel Pacheco Correia, nasceu a 1 de Março de 1997, e lançou o seu 1º livro, Kamel e a Lâmpada Árabe, a 9 de Julho de 2011. O gosto pela escrita nasce muito cedo, com o percurso escolar. Também participou nas seguintes antologias de poesia: Poetar Contemporâneo e Entre o sono e o sonho.

domingo, 5 de fevereiro de 2012


ILHA

Na Ilha
Neste mar que me encanta
Plasmo o soar do meu nome
Em estrelas cadentes,
Ouriços-do-mar,
Cavalos-marinhos
E tanto brilhar.
Nas ondas salgadas,
Por espuma tocadas,
Desenho o meu nome
Qual registo sagrado
Em Teu Cerne
Ancorado!

Amélia Lopes
1-2-2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Vitorino Nemésio (1901/1978)



  Assinalamos no dia 20 de Fevereiro de 2012, os 34 anos da morte de Vitorino Nemésio, poeta, escritor e intelectual de origem açoriana.   
  Sobejamente conhecido pela obra Mau Tempo no Canal (1944), romance que lhe mereceu o prémio Ricardo Malheiros, deixou-nos um legado muito rico e vasto, onde regista, fortemente, as suas raízes insulares. 

 Em Mau Tempo no Canal, o autor apresenta-nos uma panorâmica da sociedade açoriana, bem como questões intrínsecas ao ser humano, tais como as paixões, os medos, as angústias.... 
  Acção decorrente entre o Faial,Terceira,Pico e S.Jorge, a obra decorre à volta de um namoro entre João Garcia e Margarida Clark Dulmo, como pretexto para o retrato de uma sociedade de ilha. 
  De realçar a forma apaixonante como retrata os baleeiros.
  Nesta obra, vive-se a nostalgia do Ser Ilhéu, num abraço melancolicamente amoroso no odor da maresia.
  





(E, entre as árvores estaladas da quinta e o mar já grosso e tapado por uma pasta de escuridão, ficaram um bocado sufocados, sem poderem andar, voltados de repente, como panos de guarda‑chuvas,à procura de ar respirável, apanhando nas orelhas o chicote do vento e da areia.
Ao longo da grota corria um caminho abandonado, rasgado de relheiras: o Caminho Velho. Partindo dali, cingia a ilha num grande anel, como se tivessem armado um laço
de cinza às gaivotas. Só o interrompiam penedos, fortins, um ou outro posto da Guarda Fiscal, a Doca e a cidade.
Apesar de quase só servir aos velhos pescadores de Porto Pim que iam fisgar caranguejo, a Capitania do Porto mandara pôr‑lhe uma lâmpada ao largo da quinta dos Dulmos.
Perto do «calhau», João Garcia e Margarida ficaram sob a luz intermitente que bruxuleava de lá.
– Parece um vulto… – disse Margarida, afirmando‑se.
– Não deve ser. – Mas João Garcia viu claramente uma sombra, um homem, que se debatia com o cabeção do capote revirado pelo vento. A lâmpada baixava. Uma vaga
de quilómetro atirou‑se à calheta, com um livro que se adivinhava esverdeado à flor de borrifos brancos, desfocados depois do segundo de retracção que precedia o estoiro.
É o pai! – disse Margarida apanhando a saia, que o vento enfunara bruscamente. Não se sabia se o clarão da maré nascia do próprio mar ou de uma nesga do céu picado de uma estrela. ()